Facilita, filho, facilita

É um documento facilitador de um compromisso entre o PS e a coligação de direita. A imprensa cita 20 medidas e as palavras de um ‘responsável’ da coligação PSD-PP: o documento é denso e vai directamente ao programa eleitoral do PS. Reposição dos salários dos funcionários públicos, eliminar a sobretaxa do IRS a um ritmo mais célere, tudo o que parecia radicalperigoso no programa do PS parece agora já possível a Passos e Portas.

O documento foi entretanto tornado público e é notável. Cuidado com o regresso ao passado, dizia Portas. É um regresso a Sócrates, vaticinava Passos. Após os votos contados e o efeito atingido, já está tudo bem… A exigência da coligação é o cumprimento do défice de 3% nos exercícios seguintes, o que me parece que qualquer governo tentará no contexto actual. E claro, que Passos e Portas sobrevivam no governo.

A pergunta impõe-se. A proposta da coligação é manter um governo do PSD a aplicar o programa do PS? Se 38% de eleitores recusaram o programa do PS e esse é o argumento para questionar a legitimidade do arranjo pós-eleitoral à esquerda, qual é que é a legitimidade de um governo à direita que aplica o programa do partido derrotado? Depois de tanta radicalização de discurso, a forçar a bipolarização, qual é a cara desta gente para vir aceitar as propostas do PS, que acusaram de ser o Syriza português…

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