Manifesto: É tempo de mudar

É tempo de mudar.

Vivemos os piores anos da história do país em democracia. Anos de empobrecimento, emigração maciça, desmantelamento do Estado Social e assalto aos valores constitucionais. Anos em que a nossa dignidade foi posta em causa. Anos de retrocesso conservador nas escolas, de asfixia da criatividade, de desprezo pelo conhecimento, pela ciência e pela cultura. Anos de expulsão do país, por via da emigração forçada, das gerações mais bem preparadas que Portugal conheceu.

Este tempo tem de terminar. Mas o seu fim não pode corresponder a um regresso ao passado. É tempo de agitar as águas estagnadas da política portuguesa. De mudar mesmo a vida política e cívica nacional. Com a emergência de quem garanta uma governação ancorada nos valores da esquerda, livre de interesses estranhos ao bem público e com a coragem de assumir responsabilidades.

Votamos Livre/Tempo de Avançar porque consideramos ser a melhor garantia de que a governação de austeridade termina mesmo no dia 4 de outubro. E porque não nos resignamos a um mal menor. É certo que nos queremos livrar da direita radical que nos governa. Mas não nos chega uma austeridade moderada. Recusamos a continuação, mesmo que mais lenta, da decadência do país e da democracia.Também não basta a esquerda que se contenta com a confortável razão de não fazer parte das soluções que mudem a vida concreta dos portugueses.

A democracia precisa de se reinventar para respirar. Ao escolher os seus candidatos através de eleições primárias e construir o seu programa eleitoral com a participação aberta dos cidadãos e cidadãs, o LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR deu um corajoso passo para fortalecer uma democracia em crise. À linguagem paternalista e castigadora da direita não responde com populismo vazio de proposta. Responde com programa, debate e participação. Porque também é tempo da política e da cidadania serem mais exigentes. De salvar a democracia para que a democracia nos salve a nós.

Por tudo isto, e porque queremos que estas eleições sirvam para começar a vencer a resignação e mudar o país e a esquerda, votamos LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR.

Abílio Hernandez (professor universitário)
André Gago (actor)
António Pinho Vargas (músico, compositor)
António Teodósio (actor, encenador)
Bárbara Bulhosa (editora)
Boaventura de Sousa Santos (sociólogo, professor universitário)
Carlos Nobre Neves – Carlão (músico)
Catarina Mourão (cineasta)
Cristina Branco (fadista)
David Marçal (investigador)
Dulce Maria Cardoso (escritora)
Fernando Vendrell (cineasta)
Jacinto Lucas Pires (escritor)
João Leal (antropólogo, professor universitário)
João-Maria Freitas de Branco (filósofo)
Jorge Malheiros (geógrafo, professor universitário)
Jorge Vala (psicólogo social, professor universitário)
José Gigante (arquiteto)
José Manuel Tengarrinha (historiador, professor jubilado)
José Mário Silva (crítico literário)
José Mattoso (historiador, professor jubilado)
José Reis (economista, professor universitário)
José Vítor Malheiros (consultor de comunicação, ex-jornalista)
JP Simões (músico)
Júlio Machado Vaz (médico psiquiatra)
Marcos Barbosa (encenador)
Maria Augusta Babo (professora universitária)
Maria João Cantinho (ensaísta e poeta)
Pedro Vieira (jornalista)
Raquel Henriques da Silva (historiadora de arte, professora universitária)
Ricardo Araújo Pereira (humorista)
Ricardo Cruz (músico)
Rui Bebiano (historiador, professor universitário)
São José Lapa (actriz)
Susana Mendes Silva (artista plástica)
Vasco Pimentel (director de som)
Vera Tavares (designer gráfica

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