A minha candidatura

150527_Foto_BCarapinhaChamo-me Bruno Carapinha. Nasci em Lisboa em 1978 e fui criado nos seus subúrbios. As minhas influências são mais vastas: reúno famílias e vivências do Baixo Alentejo e da Beira Baixa. Licenciei-me em História e termino um mestrado em Políticas Europeias. Especializei-me em políticas de ensino superior (ES) e cooperei com o Conselho da Europa, a OCDE, a Associação Europeia de Universidades. Entre 2009 e 2010, presidi ao Registo Europeu da Garantia da Qualidade. Fiz assessoria ao Reitor da Universidade de Lisboa e dirigi o seu sector das relações internacionais. Realizo consultoria especializada e auditorias a instituições e a agências de avaliação do ES em Portugal e em vários países europeus. Faço avaliação de projectos de reforma do sector a convite da Comissão Europeia. Sou o pai orgulhoso de um rapaz vivaço desde 2007.

A minha participação política arranca no associativismo estudantil. Lutei contra as propinas, representei estudantes, fiz estudos e propostas políticas para o sector. E aderi ao PCP e à JCP, tendo sido seu dirigente até 2002, altura em que se revelou inviável a sua abertura e democratização. Essa experiência limitou durante 12 anos a disponibilidade para me envolver em movimentos partidários. Participei na ATTAC e mantive interesse na política, mas concentrei-me no meu trabalho. Até que a agressão a que somos hoje todos sujeitos me exigiu que procurasse de novo a acção política e que o Livre/Tempo de Avançar se desenhou como motor da esperança renovada na transformação social.

Apresento a minha candidatura sob o lema da Inclusão, da Democracia e da Convergência. Passaram 4 anos de uma estratégia terrível de desmantelamento do Estado Social. A próxima legislatura tem que ser um ponto de viragem face à degradação da vida da comunidade e do nível de confiança dos cidadãos na democracia. E os desafios que enfrentamos exigem a coragem de desbloquear a situação em que a Esquerda se fechou.

O espartilho ideológico que a Europa impõe aprofundou o fosso entre países ricos e pobres. Portugal, a braços com uma austeridade violenta e sem horizonte futuro, agravou os seus défices antigos e está hoje menos preparado para resolver a crise social que nos rodeia. Um modelo económico e social baseado em baixos salários e na cristalização da diferença é inviável para o país, que precisa de um salto de qualificação e uma estratégia de redução da desigualdade económica como condição essencial para o seu desenvolvimento.

Uma sociedade que aprofunda a desigualdade, impede a participação política e desmantela a democracia. Os cidadãos respondem a um sistema que os humilha e os desconsidera com uma crescente desconfiança nas instituições. Há hoje uma enorme sensação de impunidade face à evidente teia de interesses privados que dominam a governação da coisa pública. E entre o protesto contra a corrupção e a resignação impotente face à situação, os cidadãos interiorizam uma cultura de subordinação e a desvinculação face à democracia. É essencial restaurar a confiança e a ética republicana nas instituições, que devem focar-se no bem-estar dos cidadãos, na protecção dos seus direitos e liberdades em condições de igualdade e na transparência na vida social e política.

Uma sociedade com uma crise tão grave exige respostas. E a Esquerda tem a responsabilidade de convergir para oferecer essas respostas. Seria imperdoável não fazer tudo ao nosso alcance para virar esta página: procurando soluções com exigência, mas aprendendo com os erros e recusando o sectarismo.

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Áreas de intervenção preferenciais
Reforma do ensino superior; políticas de emprego; adequação do perfil de qualificações dos trabalhadores a uma economia de inovação tecnológica; transferência de conhecimento e inovação; integração europeia; política externa e de segurança.

Interacção com os eleitores?
Proponho utilizar todas as ferramentas ao dispor no Estatuto dos Deputados para apoiar a minha acção política e promover uma cultura de prestação de contas, nomeadamente:
– realizando sessões públicas regulares descentralizadas no círculo;
– operando consultas públicas sobre matérias que queira propor na AR;
– promovendo encontros com organizações com intervenção social, económica ou cultural no círculo;
– dinamizando tertúlias temáticas sectoriais com agentes relevantes nesses sectores;
– promovendo a difusão de uma newsletter trimestral ‘O deputado presta contas’;
– realizando a comunicação através das redes sociais e da comunicação por email;
– apresentando um relatório anual com o balanço de actividade global e das actividades com impacto específico no círculo.

Círculos pelos quais concorro:
Círculo de Lisboa
Círculo de Beja

Lista de Proponentes da minha Candidatura

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